Concurso SESC |Limeira|

Projeto: 2017.

Escritórios parceiros: Grupo ][ Fresta, Moara Gerenciamento, Satélite Arquitetura e Vapor 324

Equipe: Anita Freire e Georgia Lobo, Beatriz Moretti, Bruno Oliveira, Fabrizio Lenci, Fernanda Zotovici, Maria de Lourdes Carvalho, Otavio Helena Sasseron, Rodrigo Oliveira e Thomas Frenk.

 

 

Perspectiva geral da implantação.

O terreno localiza-se na confluência do córrego Vista Alegre e seu afluente, posicionado entre o topo do morro configura um Belvedere que se debruça sobre a cidade.


Situado entre um sistema de áreas verdes, muitas delas públicas, com potencial para a configuração de um parque linear, integrado por ciclovias, o partido do projeto buscou, sem tocar na A.P.P., incorporar este sistema verde, criando uma frente arborizada que abraça e penetra no edifício de forma contínua, preservando a mata ciliar e, consequentemente, a paisagem urbana. A integração do novo Sesc à perspectiva axial de um dos afluentes do Ribeirão Tatu em direção ao vale foi portanto, uma das premissas definidoras do projeto. O novo SESC coroa esse sistema de parques que permeia toda a região.

 

O partido do projeto inicia-se com a construção da geografia, a partir de faixas longitudinais que se sobrepõem naturalmente à topografia, visando o mínimo de escavação possível, procura adequá-las aos platôs existentes. Nas duas principais vias de acesso ao terreno, Rua João Carrochi e Via Luis Vargas, há um desdobramento das calçadas e platôs, que configuram lajes acomodadas ao terreno que abrigam programas menores, de caráter mais público.

 

Contrastando às peças longitudinais, gestos estruturadores transversais à topografia constituem-se como quatro grandes empenas portantes, configurando dois blocos que recebem os programas de maior dimensão e pé-direito. Estes gestos permitem, também, delimitar enquadramentos na paisagem e potencializar as perspectivas sobre o vale, conformado entre empenas. Neste espaço, configura-se a praça central, o principal espaço de convívio do Sesc.


Por fim uma lâmina de estrutura metálica leve abriga os programas de uso mais restrito, um contraponto racional às linhas sinuosas das lajes que configuram as frentes do terreno. O espaço entre lâmina e laje configura uma praça sombreada enquadrando a paisagem do vale pelo ponto mais alto do terreno.


Dois grandes blocos transversais à topografia e três elementos longitudinais, conectados em seus diferentes níveis, conformam, sinteticamente o conjunto arquitetônico proposto.

 

Implantação e vista da rua superior.

Plantas

Plantas e cortes.