Capela

Projeto: 2008. 

Equipe: Anita Freire, Georgia Lobo, Pátrícia Abud e Pedro Freire.

 

O sino é o primeiro objeto avistado por quem chega da pequena estrada de terra que adentra a chácara. Um muro que atrai o olhar conduz a um passeio e delimita uma praça.

 

Três paredes de tijolos soltas e dispostas entre árvores contrapõem o objeto construído à própria natureza. São planos verticais que compõem o ambiente, definem o espaço e sugerem um percurso. Buscou-se com esse projeto fazer de maneira simples uma construção que, ao mesmo tempo, delimitasse e configurasse o espaço sacro, mantendo um firme diálogo com o entorno preexistente: a natureza compõe o território e as construções que constituem o conjunto arquitetônico da chácara Dona Amélia.

 

Um conjunto de oito pilares e quatro vigas de madeira sustenta a cobertura, que transpassa levemente o muro, despertando a curiosidade. As paredes não tocam a cobertura, uma fresta de luz denuncia a independência dos elementos que formam a capela. Ao fundo, apenas o painel de vidro, uma janela que moldura a paisagem.

 

Um banco paralelo ao muro, mas deslocado em relação à cobertura, desenha o espaço do átrio: é o local do encontro, da espera e da contemplação.

 

Como um discurso, notas de uma melodia, os diversos elementos construtivos revelam uma certa autonomia e ao mesmo tempo conformam o conjunto da obra, são partes intrínsecas de um mesmo corpo. É a técnica que discursa no território as possibilidades para o espaço da oração, o espaço do sagrado.

Implantação

Planta

Perspectiva

Corte transversal

Elevação